Vasos de Honra

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O HOMEM JUSTO



Introdução: O Salmo 14 descreve o homem natural; ele é um insensato e vive praticando a injustiça. O Salmo 15 descreve o homem espiritual; ele vive com integridade e pratica a justiça. O injusto vive afastado dos caminhos do Senhor, pois não O invoca; enquanto que o justo vive no temor do Senhor e, de coração, fala a verdade. Um serve os seus próprios interesses, por isso, corrompe-se e pratica abominação; ao passo que o outro serve ao Senhor e vive irrepreensivelmente como na presença dele. Convém lembrar que o Senhor distingue entre um e o outro. “Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o serve” Ml.3:18. 

Portanto, o Salmo 15 não está descrevendo como o pecador se salva; antes, está mostrando como o pecador regenerado demonstra a sua nova vida em comunhão com Deus. Mas qual é o fator que provoca esta diferença entre as pessoas deste mundo? Para receber esta nova espiritualidade, a pessoa tem de nascer de novo, tem de ser regenerada pela intervenção do Espírito Santo. Cristo enfatizou: “Se alguém não nascer de novo não pode ver (e nem entender as verdades que pertencem a) o reino de Deus... O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito” Jo.3:3,6. Nascer da carne significa entrar nesta vida carregando todo o legado do pecado; isto é, “não tendo esperança e sem Deus no Mundo” Ef.2:12. Mas aquele que é nascido do Espírito, é aquele que crê em Jesus Cristo, e que experimentou “a benignidade de Deus, nosso Salvador ... ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo Tt.3:4-5. 

No entanto, a experiência do novo nascimento nem sempre é tão sensível, antes, muitas vezes, é uma consciência sutil da obra progressiva de Deus em nossa vida, um crescimento perceptível na graça e no conhecimento do nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, 2Pe.3:18. Portanto, na falta de uma experiência momentosa, é necessário discernir as evidências do novo nascimento. A natureza de cada pessoa é descoberta pelo fruto que produz, Mt.7:15-16. Aquele que crê em Cristo desfruta de uma união vital com ele. “E, assim, se alguém está em Cristo (unido com Ele), é nova criatura; as cousas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” 2Co.5:17. 

O Salmo 15 apresenta alguns aspectos desta nova vida em Cristo Jesus. A verdadeira justiça é sempre demonstrável, isto é, a mudança no procedimento moral e espiritual é visível a todos, Mt.5:16. 

1. Uma Pergunta que Exige uma Resposta, V.1. Devemos entender que o Salmista levantou seus olhos para contemplar o “Tabernáculo” e o “santo monte” de Jeová. Este é o nome pessoal e mais sublime do Deus verdadeiro, Ex.3:15. O pensamento principal neste nome vem do verbo “Ser”: “Eu Sou”, como se encontra em Ex.3:6, 13-15; 6:2-3, e enfatiza a sua auto subsistência e eternidade. Jeová revelou o sentido deste nome a Moisés, dizendo: Senhor, Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, e perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniqüidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até a terceira e quarta geração” Ex.34:5-8,14. Ao ouvir este Nome, Moisés imediatamente se curvou para a terra e O adorou, porque, nele, está o perdão do pecado, Sl.130:4. 

Quando o Profeta Isaías viu o Senhor (Jeová) assentado sobre um alto e sublime trono, ele logo percebeu a santidade deste Deus, pois os serafins “clamavam uns para os outros: Santo, Santo Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.” E qual foi a reação do Profeta? Ele sentiu a sua pecaminosidade condenadora e a impossibilidade de ser aceito por um Deus tão santo e separado de pecadores, Is.6:1-5. O Salmista em nossa leitura sentiu algo semelhante, por isso, a pergunta: “Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte?” Que pode se aproximar deste Deus, em cuja presença os imaculados Serafins são constrangidos a encobrir seus rostos, pois a santidade do Senhor é demasiadamente fulgurante e gloriosa? Quem pode entrar na presença deste Deus intocável e prestar-lhe um culto aceitável? 

Contudo, apesar desta aparente inacessibilidade, Jeová é o Deus da Aliança da Graça; isto é, Ele entrou em contato com o pecador e estabeleceu os meios pelos quais seus pecados seriam perdoados e o seu culto feito aceitável. Jesus Cristo é o Anjo da Aliança e o seu Mediador, Ml.3:1; Hb.12:24. De acordo com os termos da Aliança, temos acesso à presença de Deus por intermédio exclusivo de seu Filho unigênito, Jesus Cristo, Hb.7:25. No exercício deste ofício, Ele convida: “Vinde a mim, todos os que estais cansados, e eu vos aliviarei.” “Não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejam salvos At.4:12. Portanto, quais são os padrões de justiça necessários para que o homem redimido tenha plena comunhão com Deus. É Ele mesmo que estabelece as condições. 

2. A Resposta Positiva o que o regenerado pratica, Vs.2,4b. O Salmista ressaltou cinco princípios que caracterizam os hábitos daquele que é nascido pelo Espírito Santo. Através deste procedimento, ele procura glorificar a Deus em todas as suas atividades.  
a) Ele vive com integridade. Ele tem uma só maneira para conduzir a sua vida. O Ap. Tiago fala do “homem de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos” Tg.1:8. Um dia está no meio dos cristãos, gabando-se da sua piedade; outro dia está no meio dos mundanos, gabando-se da sua mente aberta e da sua tolerância. Mas aquele que é nascido de novo é íntegro, e de testemunho santo e irrepreensível. Ele se esforça para ser operoso praticante da palavra de Cristo: “Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” Mt.5:48. 
b) Ele pratica a justiça. Esta característica se refere mais à maneira pelo qual o regenerado lida com o seu próximo. Ele é rigorosamente honesto em tudo. “Nesta matéria, ninguém ofenda, nem defraude a seu irmão”, porque o Senhor é vingador de todas estas injustiças, 1Ts.4:6. Enfim, aquele que é nascido de novo ama a seu vizinho, e “o amor não pratica o mal contra o seu próximo” Rm.13:10. 
c) Ele, de coração, fala a verdade. A mentira é a marca característica do diabo e de seus filhos, Jo.8:44. O homem natural, isto é, aquele que não é regenerado pelo Espírito Santo, vive mentindo e enganando a seu próximo. Mas aquele que é nascido de novo, já se despojou de toda linguagem obscena e mentirosa; é uma nova criatura em Cristo Jesus, Cl.3:8-10.  
d) Ele honra os que temem ao Senhor. O Salmista confessou: “Quanto aos santos que há na terra, são eles os notáveis nos quais tenho todo o meu prazer” Sl.16:3. Os que temem ao Senhor são os santos aqui na terra; e, juntos, formam uma grande fraternidade. Esta família, salva por Cristo Jesus, é unida pelos laços do amor, por isso, a exortação: “Amai os irmãos” 1Pe.2:17. 
e) Ele jura com dano próprio e não se retrata. Quando o verdadeiro crente assume um compromisso através de uma promessa solene, seja qual for a área: casamento, batismo de seus filhos, pública profissão de fé e serviço a Deus através de cargos de responsabilidade na Igreja, ele é fiel, é cumpridor da sua promessa. Enfim, ele faz tudo, de coração, como ao Senhor e não para homens, Cl.3:23. Estes compromissos podem causar-lhe dano próprio, porém, não se retrata. A leviandade não mais existe naquele que é nascido pelo poder do Espírito Santo. 

3. A Resposta Negativa o que o regenerado não pratica, Vs. 3, 4a, 5a. O Salmista ressaltou seis atividades que o nascido de novo sempre evita. Assim, através de uma vida que não provoca escândalos, ele procura glorificar a Deus. Ele não pratica estas cousas por serem elas formas de injustiça. “Empenhai-vos por serdes achados por ele (Cristo) em paz, sem mácula e irrepreensíveis” 2Pe.3:14. 
a) Ele não difama com a língua. Ele não procura descobrir os segredos íntimos de seu vizinho, a fim de o desacreditar perante as demais pessoas, Lv.19:16. 
b) Ele não faz mal ao próximo. O verdadeiro cristão não anuncia todas as notícias negativas que ouve. Ele zela pelo bem do seu próximo, pois sabe que o nome de alguém é de sumo valor, Pv.22:1. 
c) Ele não lança injúria contra o seu vizinho. Além de não fazer falsas acusações, ele repreende aquele que dá prosseguimento às encrencas. “O vento norte traz chuva, e a língua fingida, o rosto irado” Pv.25:23. Tudo tem as devidas consequências, ou o bem ou o mal. 
d) Ele não tem amizade com os perversos. A Bíblia exorta: “Retirai-vos do meio deles, diz o Senhor; não toqueis em cousas impuras; e eu vos receberei, serei o vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso” 2Co.6:17-18. 
e) Ele não empresta o seu dinheiro com usura (juros exagerados). A agiotagem é uma das formas mais cruéis para oprimir o necessitado, um crime condenado pela lei de Deus, Lv.25:35-38; Ez.18:5-9. 
f) Ele não aceita suborno contra o inocente. O suborno corrompe todos os padrões da justiça, uma prática condenada pelas Escrituras Sagradas, Ex.23:8; Dt.16:19. O regenerado sempre promove a justiça, Sl.23:3; Ef.5:8-10. 

4. Uma Promessa de Segurança, V.5b. “Quem deste modo procede (sempre demonstrando a sua regeneração através de uma vida santa e irrepreensível) não será jamais abalado.” O fruto do Espírito é a prova da sua habitação em nossa vida e a base da nossa segurança espiritual, Rm.8:9; 1Jo.4:13. 


 Itajubá, 12 de Setembro de 2006 
          Rev. Ivan G. G. Ross. 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A ORIGEM E AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO


Leitura Bíblica: Gênesis 4:3-16 (A vida de Caim) 

1. A Origem do Pecado. “Deus criou o homem reto” Ec.7:29, isto é, Adão, no princípio, era um ser moral e espiritualmente perfeito, porém, com a possibilidade de sofrer uma mudança. Por que Deus o criou assim? Sabemos que Deus podia tê-lo criado sem a perspectiva de mudança e sem uma responsabilidade moral e espiritual. Mas Deus queria um ser que pudesse amá-lo e obedecê-lo por livre e espontânea escolha, sem a imposição de uma obrigação involuntária. O alvo foi um amor e uma obediência que emanassem do coração. Por isso, Deus sujeitou o homem a uma prova de integridade, moral e espiritual. 

Deus, ao contemplar o jardim cheio de árvores frutíferas, mais do que suficientes para o sustento do casal, disse a Adão: “De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás, porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” Gn.2:16-17. Sabemos que o homem não resistiu à tentação, e perdeu a sua retidão, comendo da árvore proibida, Gn.3:6. O Ap. Paulo observou: “Porque como, pela desobediência de um só homem (Adão), muitos se tornaram pecadores” Rm.5:19. Esta é a origem do pecado entre a humanidade. A Bíblia define o mal dizendo: “O pecado é a transgressão da Lei” 1Jo.3:4. Portanto, todo e qualquer pecado é uma manifestação de desobediência e uma rejeição audaciosa da autoridade de Deus, o seu Criador. 

2. Os Pecados de Caim. Agora que o pecado entrara na vida do homem, a Bíblia registra a sua rápida multiplicação. Adão cometeu o primeiro pecado, e, Caim, seu filho primogênito cometeu os próximos pecados registrados na Bíblia. Nesse sentido, a história de Caim é de suma importância para nos ensinar como o pecado se amplia. Quais são alguns destes pecados? 

a) Ele desobedeceu a Deus em seu ato de culto. A primeira, e a principal lei para toda a humanidade é: “Amarás (obedecerás, Jo.14:15) o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento” Lc.10:27; Mt.22:38. Prestamos culto a Deus obedecendo aos princípios que Ele mesmo prescreveu. O sacrifício de um cordeiro foi a maneira indicada por Deus para um culto aceitável, porque, sem o derramamento de sangue, não há remissão, Hb.9:22. Para ter acesso à presença de Deus, o pecado tem que ser perdoado mediante os méritos do sacrifício. Caim desobedeceu, oferecendo a Deus “o fruto da terra”, em flagrante desprezo à ordem do seu Criador. Não podemos inventar o nosso próprio modo de cultuar a Deus. Devemos perguntar a nós mesmos (especialmente em nossos dias de tanta mudança): o culto que estou prestando a Deus tem o respaldo das Escrituras Sagradas? A Bíblia tem este comentário sobre a vida deste homem infeliz: “Porque a mensagem que ouvistes desde o princípio é esta: que amemos uns aos outros; não segundo Caim, que era do Maligno e assassinou o seu irmão; e por que o assassinou? Porque as suas obras (seu culto) eram más, e as do seu irmão (seu culto) justas” 1Jo.3:11-12. Um culto errado é a evidência da presença de pecado na vida daquele que o presta. Desta rejeição de Deus, ou, da rebelião contra as suas ordens, nascem todos os demais pecados. O Salmista faz uma pergunta urgente: “Quem há de permanecer no seu santo lugar?” E logo vem a resposta irrefutável: “O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade (de um culto errado), nem jura dolosamente” Sl.24:3-4. Cuidado com as nossas atitudes quando procuramos cultuar a Deus. Ele não aceita invenções humanas. 

b) Ele desobedeceu a Deus permitindo pensamentos errados entrarem em seu coração. O homem que não respeita a autoridade de Deus, também não consegue respeitar os direitos de seu próximo. Quando Caim percebeu que Deus rejeitara a sua oferta, ficou irado e descaiu-lhe o semblante. Em outras palavras, por não ter mais o temor de Deus, ele cultivou todo tipo de pensamentos perigosos. Temos a responsabilidade de peneirar e levar “cativo todo pensamento à obediência de Cristo 2Co.10:5. Deus viu as intenções que jaziam à porta do coração de Caim e lhe disse: 

“O seu desejo será contra ti, mas a ti, cumpre dominá-lo”. Pensamentos errados podem dar à luz a um pecado consumado, como no caso de Caim. Temos a responsabilidade moral de rejeitá-los; e o caminho certo para alcançar esta vitória é substituir o errado pelas verdades puras das Escrituras Sagradas, lendo e meditando sobre elas todos os dias. Não existe uma mente vazia, ela foi criada para ser habitada. Vamos manifestar a plenitude do Espírito Santo em nossa vida, cultivando pensamentos que agradam a Deus, Ef.5:15-20. 

c) Ele desobedeceu a Deus quando assassinou o seu próprio irmão. Vamos reconhecer que este assassinato foi o resultado de pensamentos errados. O Ap. Tiago escreveu: “A cobiça (pensamentos inconvenientes), depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” Tg.1:15. A Bíblia ensina: “O salário do pecado é a morte” Rm.3:23. Mas, quando Adão pecou, a sua morte não foi imediata. Por quê? Porque Deus, em sua muita misericórdia, quis lhe dar tempo para se arrepender. Contudo, as dores da morte começaram e o perseguiram durante todos os dias da sua vida. Caim, por não ter se arrependido, passou a experimentar todo tipo de angústias emocionais que lhe causaram sofrimentos incessantes. A Bíblia nos adverte: “De Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” Gl.6:7. 

3. As Consequências do Pecado de Caim. Quando o Salmista pecou, ele descreveu a sua agonia, dizendo: “Enquanto calei os meus pecados (não os confessando), envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio” Sl.32:3-4. Quais foram alguns dos sofrimentos de Caim? 

a) Deus o amaldiçoou, isto é, retirou dele as suas bênçãos sustentadoras, deixando-o exposto a colher todas as consequências negativas de seus pecados. “E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem cousas inconvenientes” Rm.1:28. 
b) Ele perdeu a sua paz e comunhão com Deus, bem como a relação harmoniosa com seu irmão. “Para os perversos, diz o meu Deus, não há paz” Is.57:21. “Vem a destruição; eles buscarão paz, mas não há nenhuma. Virá miséria sobre miséria” Ez.7:25-26. Uma vida sem paz é uma vida sem esperança, Ef.2:12. 
c) Ele passou a ser fugitivo e errante, sempre correndo para uma ou outra direção; buscando segurança e alento, mas não os achando; experimentando prazeres carnais, somente para descobrir que tais coisas são vazias e sem substância, um correr atrás do vento, Ec.2:17. 
d) Ele tinha medo de ser assassinado. Seu próprio crime se levantou contra ele para o atormentar. “Tomam-se de grande pavor, onde não há a quem temer” Sl.53:5. Uma consciência revoltada contra o seu próprio dono causa sofrimentos indescritíveis. “Acusados pela própria consciência” Jo.8:9. 
e) Em vez de se arrepender, Caim preferiu continuar em sua loucura. Ele mesmo impediu a possibilidade de ser perdoado. A sua história termina com este registro: “Retirou-se Caim da presença do Senhor.” Retirou-se para viver uma vida de acordo com a sua própria vontade. Ele não quis que Deus reinasse sobre a vida dele. O salário do pecado se cumpriu na experiência deste homem. 

4. Uma Palavra de esperança.  Apesar da desobediência intencional do homem, a Bíblia afirma: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” Jo.3:16. Deus não tem prazer na morte do pecador, Ez.18:23,32. Por que Deus deu o seu Filho? Ele o enviou para buscar e salvar pecadores, Lc.19:10. O que significa crer em Jesus Cristo? Temos que conhecer, entender e confiar em tudo o que Ele fez por nós quando morreu em nosso lugar na cruz do Calvário. Ele veio para dar a sua vida em resgate por muitos, isto é, pagar com a sua própria vida o preço da nossa salvação. Em Cristo, temos a redenção, pelo sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, Ef.1:7. Eis a essência do evangelho, a redenção e o livramento do poder escravizador do pecado; e, remissão, o perdão de todos os nossos pecados. Em relação ao nosso pecado, o próprio Senhor disse: “Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro” Is.43:25. Quando descansarmos nestas verdades seremos salvos. Quais são os passos essenciais para que alcancemos a salvação? 

a) Fé em Jesus Cristo, acreditando e confiando em tudo o que Ele fez por nós quando morreu como o nosso substituto na cruz do Calvário. 
b) Arrependimento, o abandono de todas as práticas pecaminosas, inclusive aqueles pensamentos errados que jazem à porta do nosso coração. 
c) Dando um bom testemunho da nossa fé e esperança em Jesus Cristo, mediante uma vida santa e irrepreensível. 

A promessa das Escrituras Sagradas é esta: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa” At.16:31. Ora, o Deus da paciência e da consolação vos conceda a certeza desta gloriosa salvação. 



Rev. Ivan G. G. Ross. 
Itajubá, 30 de Junho de 2010