Vasos de Honra

quarta-feira, 26 de março de 2014

A DIVINDADE DE CRISTO - A CARTA AOS COLOSSENSES - estudo 4 (Parte 2)


Leitura Bíblica: Colossenses 1: 18-20
INTRODUÇÃO:
Temos visto o poder soberano de Jesus Cristo como Criador de todas as cousas, visíveis e invisíveis, poderes e governos. A lição que o Apóstolo está inculcando é esta: aquele que teve poder para criar o universo em toda a sua plenitude, do nada, é igualmente poderoso para salvar qualquer pecador sem precisar recorrer ao auxílio de criaturas que Ele mesmo criou.
Vamos ver agora o poder soberano de Cristo na redenção do pecador. Cristo é o nosso Sumo-Sacerdote: “Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” Hb. 7: 25.
1-       Jesus Cristo como Redentor, Vs. 18-20. A Bíblia afirma que Cristo veio como o desejado Redentor, para buscar e salvar pecadores, Ml. 3: 1. Ele não precisou do auxílio de nenhum recurso humano. O derramamento de seu próprio sangue foi o preço todo-suficiente pra remir o pecador do domínio do pecado. “Não por meio de sangue de bodes e de bezerros (como no Antigo Testamento), mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção” Hb. 9: 12.
a)       Cristo é a cabeça da Igreja, V. 18a. “Ele é a cabeça do corpo, a Igreja”. A figura da cabeça e o seu corpo ilustra a união que existe entre Cristo e a sua Igreja. Ele é a cabeça e o Sustentador de cada membro da sua Igreja. É reconhecido que a cabeça controla todos os membros do corpo humano. Nenhum membro do corpo é auto-suficiente, todos dependem dos impulsos da cabeça a fim de cumprirem o seu propósito. O Apóstolo aplica esta verdade espiritualmente, afirmando que “Cristo é  a cabeça de todo homem”, e, por inferência, a cabeça de cada membro da Igreja em particular, 1 Co. 11: 3. Vamos sentir o cuidado que Cristo tem para com sua Igreja. “Ele amou a sua Igreja e a si mesmo se entregou por ela... Porque ninguém jamais odiou a sua própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o fez com a Igreja; porque somos membros de seu corpo” Ef. 5: 25, 29, 30. Por que estamos falando assim? A Igreja não tem nenhuma expressão que glorifica a Deus sem o toque vivificante de Cristo. Ele mesmo disse: “Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira,  vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim, nada podeis fazer” Jo. 15: 4-5. Esta união entre Cristo e a sua Igreja não admite nenhuma interferência externa, como os hereges tentavam estabelecer. Se interferirmos com a união natural entre a videira e o ramo, o ramo morrerá. Assim, o fruto da heresia é o mesmo, as vítimas morrem eternamente. Não podemos nos separar da exclusividade  de Cristo para cuidar e salvar, totalmente, a sua Igreja. “Ele é a cabeça do corpo, a Igreja”.
b)       Cristo é o princípio, V. 18b. “Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos”. Ele confessou: “Eu sou  o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim” Ap. 22: 13. Ele é o grande iniciador de todas as cousas, aquele que efetuou todos os propósitos da Divindade. Quando pensamos na criação do universo, lá estava o Verbo, Jesus Cristo, a Segunda Pessoa da Trindade. “No princípio (o primeiro relance dentro da eternidade) era o Verbo, e o Verbo estava com Deus. Todas as cousas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez” Jo. 1: 1-3.
Quando pensamos na redenção do pecador, novamente vemos Cristo tomando a iniciativa para efetuar esta grande obra. Dentro da eternidade, Ele se apresentou, dizendo: “Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a  tua vontade” Hb. 10: 9. Esta “vontade” foi o oferecimento de sua própria vida pelo povo a ser redimido. A respeito da sua vida, Cristo confessou: “Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai” Jo. 10: 11, 18.
Quando pensamos na formação da Igreja, outra vez vemos Cristo tomando a iniciativa, prometendo: “Edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” Mt. 16: 18. Parte desta obra de edificar a sua Igreja consiste em buscar e arrebanhar o povo a ser redimido. Cristo disse: “Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco (os judeus); a mim me convém conduzi-las (os gentios); elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor” Jo. 10: 16. O Ap. Paulo praticou este princípio em seu ministério: “Primeiro do judeu e também o grego” Rm. 1: 16. “Opondo-se eles (os judeus) e blasfemando, sacudiu Paulo as suas vestes e disse-lhes: Sobre a vossa cabeça, o vosso sangue! Eu dele estou limpo e, desde agora, vou para os gentios” At. 18: 6. Cristo é a cabeça tanto dos judeus crentes, como também dos gentios crentes. Ao meditarmos sobre a iniciativa de Cristo, o Ap. João comentou: “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados... (Agora), nós amamos porque  ele nos amou primeiro” 1Jo. 4: 10, 19. Louvamos a Deus pela iniciativa de Cristo em nosso favor, porque dela veio a nossa redenção.

Quando pensamos na ressurreição dos mortos, mais uma vez, vemos que Cristo é “o primogênito de entre os mortos”. Cristo se apresentou ao Ap. João, dizendo: “Não temas; eu sou o primeiro e o último e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos” Ap. 1: 17-18.  Em todas as experiências que se referem à nossa redenção, Cristo é o princípio, o precursor, aquele que foi o primeiro a agir. Quanto à ressurreição, vemos formas de ressurreição tanto no Antigo Testamento como também no Novo Testamento. Cristo, porém, foi o primeiro a experimentar a ressurreição escatológica. Assim, o Apóstolo vê a ressurreição de Cristo como sendo “ele as primícias dos que dormem” 1 Co. 15: 20. Cristo foi o primeiro a ressuscitar, e, os que pertencem a Ele, o seguirão no Dia da sua Segunda Vinda, 1Co. 15: 52. Ele é sempre o primeiro, vestido de todos os direitos de soberania. Cristo, aquele que nos abençoa, é chamado: “A Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra” Ap. 1: 5. A doutrina da ressurreição de Cristo nos prepara para a nossa própria ressurreição no Último Dia. Às vezes, pensamos: Como será a nossa ressurreição naquele Dia? Tranquilizemo-nos com a palavra do Ap. João: “Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é” 1 Jo. 3: 2.
c)        Cristo tem a primazia sobre todas as cousas, V. 18c. “Para que em todas as cousas ter a primazia”. Cristo, como o princípio de todas as cousas, é uma verdade com ampla exposição nas Escrituras Sagradas. Por que esta ênfase? Para que Ele tenha a preeminência, a soberania divina entre todas as suas criaturas. “Foi precisamente para esse fim que Cristo morreu e ressurgiu: para ser Senhor tanto dos mortos como dos vivos” Rm. 14: 9. Ninguém consegue fugir do seu senhorio. Voltemos a lembrar do problema entre os Colossenses. Os hereges estavam tentando destruir a primazia de Cristo, e, em seu lugar, eles mesmos queriam receber toda a preeminência. Mas, desfazendo as prerrogativas de Cristo, os hereges estavam anulando a redenção e impossibilitando qualquer esperança do perdão dos pecados. O âmago de qualquer heresia é a negação da exclusividade soberana de Cristo  e a exaltação dos méritos humanos. “Ostentando-se como se fosse o próprio Deus” 2 Ts. 2: 4. Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, e, entre outros propósitos, para qual fim? A fim de que o nome do nosso Senhor Jesus Cristo seja glorificado, 2Ts. 1: 12. Ou, como o Apóstolo disse em outro lugar: “Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor para glória de Deus Pai” Fl. 2: 10-11. Ai do homem que procura usurpar a primazia que pertence exclusivamente a Jesus Cristo.
d)       Cristo é o Filho amado por Deus (o Pai), V. 19. “Porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude”. Outro versículo que diz a mesma verdade: “O Pai ama ao Filho e todas as cousas tem confiado às suas mãos” Jo. 3: 35. Vamos regressar para a cena do batismo, onde vemos Jesus sendo batizado antes de dar início ao seu  ministério  público. “Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu filho amado, em quem me comprazo” Mt. 3: 16-17. Observemos duas verdades relacionadas a esta declaração:
Primeira: A unção pelo Espírito Santo, capacitando Jesus Cristo, como verdadeiro homem, para exercer toda vontade de Deus. Quando o Apóstolo fala da “plenitude”, entendemos que esta se refere à vontade do Pai  em relação à salvação do pecador. Cristo, somente ele, recebeu o encargo para salvar pecadores. Cristo não é um Salvador incompleto, como os hereges em Colossos ensinavam. Ele é poderoso para salvar totalmente, porque nele habita toda a plenitude, Hb. 7: 25.
Segunda: A confirmação pública que o Pai deu a respeito deste Jesus: “Este é o meu Filho amado, em que me comprazo”. O Apóstolo aos Hebreus fez uma pergunta pertinente: “Ora, qual dos anjos jamais disse: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos pés?” Hb. 1: 13. A superioridade é incontestável. “Aprouve a Deus, que em Cristo residisse toda a plenitude”, toda a autoridade para salvar pecadores. Mas, para efetuar esta salvação, Ele tinha que dar a sua própria vida como o preço do resgate. O Ap. João testificou: “Por que todos nós temos recebido da sua plenitude (da sua exclusiva suficiência) e graça sobre graça” Jo. 1: 16.
e)       Cristo é reconciliador de todas as cousas, V. 20. “que havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as cousas, quer sobre a terra quer no céus”.  Reconciliação entende um contexto de inimizade entre duas ou mais pessoas, e, em nosso contexto, entre Deus e toda a humanidade. Pois todos pecaram. Portanto, para realizar uma reconciliação, o pecado, que é a causa da inimizade, tem que ser removido. Cristo é o único enviado com a missão específica para tirar os pecados do homem. “Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados”.  E Ele tem esta autoridade, porque “nele não existe pecado” 1 Jo. 3: 5. Quando Cristo se manifestou entre os homens, João Batista logo o reconheceu como “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” Jo. 1: 29.
Esta reconciliação foi realizada mediante o pagamento de um resgate, a saber, “o sangue da cruz” de Jesus Cristo e da sua morte substitutiva. Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, antes, elas foram transferidas ao seu próprio Filho, “carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para o pecado, vivamos para a justiça” 1 Pe. 2: 24; 2 Co. 5: 19.
Esta reconciliação produziu o fruto precioso de paz entre Deus e os pecadores que creem em Jesus Cristo. Por isso, Ele garantiu ao seu povo: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” Jo. 14: 27. E, o Ap. Paulo, regozijava-se, dizendo: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio do nosso Senhor Jesus Cristo” Rm. 5: 1.
Esta reconciliação tem uma abrangência generosa: “todas as cousas, quer sobre a terra, quer nos céus”, tudo o que foi atingido pelo pecado. A terra foi atingida e ficou amaldiçoada. O homem também foi atingido e foi expulso da presença de Deus, Gn. 3: 23-24. Tudo e todos que se encontram separados da amizade de Deus podem, agora, ser reconciliados com Deus por meio de Jesus Cristo. Eis a nossa comissão: “Deus nos confiou a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus” 2 Co. 5: 19-20. Somos reconciliados com Deus quando cremos em Jesus Cristo, submetendo a nossa vida à sua direção, e descansando em seu cuidado.


Conclusão: A melhor maneira de combater a heresia é proclamar as verdades positivas sobre a soberania absoluta de Cristo, tanto na área de criação como também na área da redenção do pecador.

segunda-feira, 10 de março de 2014

UM TESTEMUNHO





Em breve estaremos completando cinquenta anos de casamento. No processo de planejar para este enlace abençoado, escolhemos Salmo 48:14 para nos servir como insígnia de orientação conjugal. “Porque este Deus é o nosso Deus para sempre; ele será o nosso guia até a morte”. Em nosso casamento, não iríamos seguir uma filosofia humanística, pelo contrário, serviríamos o Deus específico, o Criador do céu e da terra, o Deus que se tornou nosso Salvador. O nosso serviço a este Deus não seria algo esporádico ou limitado a momentos de conveniência, antes, Ele receberia o nosso serviço de uma maneira ininterrupta e para sempre. Mas, para manter uma constância nesses dois princípios, reconhecemos que, de nós mesmos, não teríamos forças suficientes; por isso, lançando toda a nossa dependência sobre a graça superabundante deste Deus, declaramos, pela fé, que Ele seria o nosso Guia até a morte. E, tantos anos mais tarde, testemunhamos que Deus é fiel, porque a sua misericórdia dura para sempre.

Agora, vamos examinar este versículo mais detalhadamente, para que possamos sentir o impacto destes três princípios sobre a nossa vida.

1. A Identidade deste Deus. “Porque este Deus é o nosso Deus”. Mas, quem é este Deus? “Ele é o criador de todas as coisas,... Senhor dos Exércitos é o seu nome” (Jr. 10:16). Ele é o Deus da aliança, aquele que se comprometeu com o seu povo, dando-lhe esta promessa: “Eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo” (Hb. 8:10). Ele é o Deus que cuida do seu povo, suprindo cada uma de suas necessidades; um Deus digno de toda a nossa confiança.

Queremos conhecer esse Deus mais de perto, mas, como? Somos dependentes da sua própria auto-revelação. De certa feita, Moisés pediu ao Senhor: “Rogo-te que me mostre a tua glória” (Ex. 33:18). “Tendo o Senhor descido na nuvem, ali esteve junto de Moisés e proclamou o nome do Senhor. E, passando o Senhor por diante de Moisés, clamou: Senhor, Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniquidade (a perversidade), a transgressão (a desobediência) e o pecado (as falhas e imperfeições), ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniquidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos até a terceira e quarta geração” (Ex. 34:5-7). Deus é conhecido por causa da auto-revelação de seus atributos. O Ap. Paulo declarou: “ Porque os atributos invisíveis de Deus, assim como o seu poder como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas . Tais homens são, por isso, indesculpáveis” (Rm. 1:20). Deus não nos deixou  sem evidências, pois, “o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre os homens, porque Deus lhes manifestou” (At. 14:17, Rm. 1:19).

Vamos resumir o sentido dos atributos que foram revelados a Moisés: a) Deus é acessível e misericordioso. “Como pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que o temem. Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó” (Sl. 103: 13-14). b) Deus é perdoador. Ele perdoa todas as perversidades, todas as desobediências e todas as falhas e imperfeições de seus redimidos. c) Ele distingue entre o justo e o injusto. “Pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá” (Sl. 1:6). Por causa dessa diferença entre os homens, Deus “estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão (Jesus Cristo) que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos” (At. 17:31). “E irão estes (os ímpios) para o castigo eterno, porém, os justos, para a vida eterna” (Mt. 25:46). Perguntamos: Como pode Deus perdoar o culpado? O Ap. Paulo resumiu essa possibilidade, dizendo: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm. 5:8). “Assim, em Cristo, todos os que crêem em sua morte substitutiva têm a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça” (Ef. 1:7).

2. A Idealidade deste Deus. “Porque este Deus é o nosso Deus para sempre”. À luz desta auto-revelação de Deus, qual é a sua idealidade a nosso respeito? Que sejamos agradecidos. Ele prometeu ser o nosso Deus, e nós correspondemos, dizendo: “Tu és o meu Deus” (Sl. 31:14). O Ap. Paulo resumiu o conceito dessa reciprocidade, dizendo: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm. 12:1-2). Quando assumimos o compromisso para servir ao Deus vivo e verdadeiro, é “para sempre”. Cristo disse: “Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus” (Lc. 9:62). Por isso, temos que compreender o que está implícito nesse apelo do apóstolo:

a)  Consagração é a maneira bíblica para expressar a nossa gratidão a Deus por todas as misericórdias que Ele tem usado em nosso favor. O Salmista perguntou: “Que darei ao Senhor por todos os seus benefícios para comigo?” (Sl. 116:12). A consciência de que temos recebido, gratuitamente, muitos benefícios, pede uma resposta da nossa parte. E, embora sabemos que jamais poderemos retribuir convenientemente, temos que corresponder de alguma forma. Mas, como? O Salmista nos deu a resposta: “Oferecer-te-ei sacrifícios de ações de graças e invocarei o nome do Senhor”, cultivando uma comunhão espiritual com Ele, (Sl. 116:17).

b) Consagração significa que apresentamos o nosso corpo a Deus como sacrifício vivo, isto é, estar disposto a se gastar no serviço de Deus. Quando o Ap. Paulo reconheceu a atuação de Deus em sua vida, ele logo perguntou: “Que farei, Senhor?” A resposta pode ser resumida assim: “Levanta-te e faça tudo o que eu te ordeno” (At. 22:10). Mais tarde, testemunhando aos Coríntios sobre a sua consagração à vontade de Deus, o Apóstolo disse: “Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei  gastar em prol da vossa alma. Se mais vos amo (como Deus ordena), serei menos amado?” (2 Co. 12:15). Cristo disse: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, toma a sua cruz (as consequências negativas que acompanham uma vida entregue a Cristo) e siga-me” (Mt. 16:24).

c) Esta consagração como parte do nosso culto racional envolve uma certa abnegação da nossa parte. Existem pessoas “de ânimo dobre” (Tg 1:8); ou, de “coração fingido” (Sl. 12:2); que querem os benefícios da vida cristã e, ao mesmo tempo, os prazeres deste mundo. O culto que essas pessoas oferecem a Deus é uma adoração hipócrita e uma perversão espiritual. O culto sincero envolve uma abnegação decidida, uma escolha entre duas opções. “Ninguém pode servir a dois senhores (...) Não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mt. 6:24). A ordem é esta: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lc. 10:27).

d) Consagração necessita de duas atitudes: afastamento dos prazeres pecaminosos deste século; e, a renovação da nossa mente pelo estudo e prática das Escrituras Sagradas. Em vez de desperdiçar o nosso tempo com frivolidades, devemos dar mais espaço à leitura, guardando a palavra de Deus em nosso coração para não pecar contra Ele. E, a maneira acessível para receber esta bem-aventurança é a prática diária do culto doméstico, um tempo específico dedicado à leitura da Bíblia e à oração.

e) Quando nós somos consagrados a Deus e usamos os meios da graça como convém, teremos condições para discernir e experimentar qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. A nossa disposição espiritual tem que ser semelhante àquela do Senhor Jesus Cristo: “Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu, dentro do meu coração, está a tua lei” (Sl. 40:8). E, durante o longo dos anos, o nosso testemunho é este: “Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia!” (Sl. 119: 97).

3. A Idoneidade deste Deus. “Ele será o nosso guia até a morte”. Fizemos esta afirmação porque Ele é o Deus que assumiu o compromisso de suprir cada uma das nossas necessidades. Quando falamos da idoneidade do nosso Deus, estamos testemunhando da nossa confiança em sua sabedoria para nos guiar através dos caminhos escuros desta vida. Por isso, clamamos constantemente e urgentemente: “Guia-me na Tua verdade, e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação, em quem eu espero todo o dia” (Sl. 25:5)

Estamos sempre recebendo notícias negativas, que nos dão uma certa insegurança e um tipo de receio no coração. Mas, nestas circunstâncias, a nossa fé nos ampara. Dirimo-nos ao Senhor e à sua promessa, confessando: “Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória” (Sl. 73:24). Ele nos guia usando meios acessíveis, tais como portas de livramento (ICo. 10:13), mas, especificamente, mediante os conselhos que se encontram nas Escrituras Sagradas. Por isso, voltamos a falar sobre a importância de estarmos em contato diário coma Palavra de Deus. Como podemos receber um conselho necessário, sem estar em comunhão com a Bíblia? Como podemos ser recebidos na glória ou ser premiados com a cora da vitória, sem conhecer os conselhos do Senhor? Desde o primeiro dia do nosso casamento, temos nos esforçado para praticar, todos os dias, o culto doméstico, desfrutando contato espiritual com os conselhos nas Escrituras Sagradas. Apesar de falhas comuns da natureza humana, Deus tem sido fiel, Ele tem nos guiado segundo a sua promessa.

Qual é o requisito necessário a fim de ser guiado por Deus em nossa vida? Temos que nos humilhar e reconhecer que, sem o auxílio divino, não conseguimos acertar nada com a devida perfeição. O Ap. Pedro nos deu esta exortação: “Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (IPe. 5:6-7). Este mesmo Apóstolo, quando confiou, orgulhosamente, em seu próprio poder para ser fiel ao Senhor, caiu vergonhosamente, traindo o seu Senhor. A palavra do Sábio continua sendo relevante: “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda” (Pv.16:18). Muitas infelicidades poderiam ser evitadas se houvesse mais humildade e o reconhecimento da necessidade de clamar ao Senhor: “Guia-me na tua verdade e ensina-me, porque tu és o Deus da minha salvação, em quem eu espero todo o dia” (Sl. 25:5). O nosso Deus tem a idoneidade suficiente para nos guiar no caminho que devemos andar. Basta entregar a nossa direção a Ele.


Conclusão: O nosso Deus tem uma identidade verificável. Ele é o nosso Criador e Salvador. Ele tem uma idealidade para cada um de nós. Ele quer ser o nosso Deus para todo o sempre. E, o nosso Deus tem uma idoneidade perfeita,  Ele quer ser o nosso Guia até a morte. Basta confiar a nossa vida aos cuidados dele. Amém.


Rev. Ivan G. G. Ross

sexta-feira, 7 de março de 2014

A DIVINDADE DE CRISTO - A CARTA AOS COLOSSENSES - estudo 3 (Parte 1)



Leitura Bíblica: Colossenses 1: 15-17

INTRODUÇÃO:
Nos versículos 9 a 14, o Apóstolo nos deixou uma amostra de como orava em favor das Igrejas. Os colossenses estavam sendo assediados por falsos profetas que subtraiam a suficiência de Cristo para salvar, totalmente, pecadores. Através desta oração, o Apóstolo mostrou como a Igreja pode ser fortalecida para resistir as palavras persuasivas da heresia. Ele pediu três fundamentos que a Igreja precisaria para fortalecer a sua confiança na suficiência de Cristo para salvar pecadores. A Necessidade de Crescimento Espiritual, descobrindo e aplicando  a vontade de Deus em seu procedimento; A Necessidade de Constância Espiritual, uma firmeza na doutrina cristã; e, A Necessidade de Contentamento Espiritual, repousando confiadamente na suficiência de Cristo para salvar pecadores, sem se preocupar com as sugestões blasfematórias dos hereges.
Nesta oração está implícita uma pergunta: Quem é aquele que pode suprir tais necessidades às Igrejas? A resposta está na Divindade de Jesus Cristo. Aquele que criou o mundo e tudo o que nele existe é poderoso para suprir cada uma das necessidades de seu povo, Fl. 4: 19. Mas, antes de começar a nossa exposição, queremos fazer uma observação histórica sobre o nosso texto.
Por causa da estrutura ritmada destes versículos (15-20), os estudiosos acreditam que o Apóstolo estava citando um hino que o povo cantava, ou, mais uma “Palavra Fiel” que os crentes decoravam e repetiam entre si mesmos, a fim de estabelecerem melhor as suas convicções. Encontramos outros exemplos de “Palavras Fiéis” (Credos Doutrinários) em 1 Tm. 1: 15; 3: 1; 4: 9; 2 Tm. 2: 11; Tt. 3: 8. Assim, percebemos o valor que a Igreja primitiva dava às doutrinas fundamentais  e como elas foram memorizadas. A palavra de Deus é a espada do Espírito Santo, pela qual somos abençoados com toda sorte de benção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, Ef. 1:3; 6:17. Devemos imitar este costume edificante em nossa vida diária. “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti” Sl. 119: 11.
Para que entendamos melhor o texto que queremos estudar, temos que compreender algo sobre a doutrina da Santíssima Trindade. “Há três pessoas na Divindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo; estas três Pessoas são um só Deus verdadeiro e eterno, da mesma substância, iguais em poder e glória, embora distintas pelas suas propriedades pessoais” Cat, Maior, 9. Ou, em nossas palavras, resumidamente, Pai, Filho e Espírito Santo, são, cada um, igualmente o Deus único e eterno, porém, cada um tem as suas próprias atribuições, por isso, reconhecemos a existência de três Pessoas dentro da unidade da Divindade. Podemos dizer, em termos práticos: O Pai planejou a redenção de pecadores. “Tu, ó Senhor, és nosso Pai; nosso Redentor é o teu nome desde a antiguidade” Is. 63:16. O Filho executou esta redenção, dando a sua própria vida em resgate por muitos; “no qual temos a redenção, a remissão dos pecados” Cl. 1: 14. O Espírito Santo comunicou esta redenção àqueles que creem na obra redentora de Cristo. “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” – que somos participantes desta redenção, Rm. 8:16. Portanto, Deus, em toda a sua plenitude triúna, é o nosso Redentor. “Todo homem saberá que eu sou o Senhor, o teu Salvador e o teu Redentor” Is. 49: 26. Mas, para que o Filho pudesse efetuar esta redenção, Ele teria de assumir a forma de homem, nascer de mulher e nascer sob a lei, Gl. 4: 4. A essência de Deus não pode ser desfeita, por isso, cremos que o Cristo tem duas naturezas: a Divina, e a Humana, porém, Ele é uma só Pessoa. O nosso texto (Cl. 1: 15-20) descreve a Divindade de Cristo, este Deus-Homem, e seus atributos como Criador e Redentor.  Veja como a Confissão de Fé descreve esta verdade: “O Filho de Deus, a Segunda Pessoa da Trindade, sendo verdadeiro e eterno Deus, da mesma substância do Pai e igual a Ele, quando chegou o cumprimento do tempo, tomou sobre si a natureza humana com todas as suas propriedades essenciais e enfermidades comuns, contudo sem pecado, sendo concebido pelo poder do Espírito Santo no ventre da Virgem Maria, e da substância dela. As duas naturezas – a Divindade e a Humanidade – foram inseparavelmente unidas em uma só pessoa, sem conversão, composição ou confusão; essa pessoa é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, porém, um só Cristo, o único Mediador entre Deus e o homem” Cap. 8: 2. Agora, vamos ao nosso texto (Cl. 1: 15-20), sempre lembrando Jesus Cristo como aquele que foi reconhecido como homem, e  que andava no meio dos homens, “fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus (o Pai) era com ele” At. 10: 38. Vamos ver como o Apóstolo apresenta a Divindade inquestionável de “Jesus Cristo, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos” 1 Tm. 2: 5

1-     Jesus Cristo Como Criador, Vs. 15-17. Devemos lembrar qual a razão desta Carta. A fé dos colossenses estava sendo ameaçada por hereges que dogmatizavam a insuficiência de Cristo para salvar, sozinho, pecadores; insinuando a necessidade do auxílio de anjos e de outros recursos de auto-ajuda.  Para combater essa heresia, o Apóstolo faz questão de enfatizar a Divindade de Cristo, e, portanto, a suficiência para salvar pecadores, sem o auxílio de outrem. Aquele que fez todas as cousas, nos céus e na terra, é igualmente poderoso para remir e salvar qualquer pecador. Veja as afirmações do Apóstolo.
a)     Cristo é a imagem do Deus invisível, V. 15a. Quando Filipe pediu a Jesus: “Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta”, Jesus lhe respondeu: “Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não vês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim?” Jo. 14: 8-10. Em outro texto, Cristo afirmou: “Eu e o Pai somos um” Jo. 10: 30. Eles são um, tanto no sentido de propósitos, como também no sentido de essência. Cristo ainda esclareceu: “Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis; mas, se faço e não me credes, crede nas obras, para que possais saber e compreender que o Pai está em mim, e eu estou no Pai” Jo.10: 37-38. A harmonia indivisível entre o Pai e o Filho é inegável. Os judeus entenderam perfeitamente as implicações desta palavra de Cristo; Ele estava “fazendo-se igual a Deus” Jo. 5: 18. Devemos entender que Cristo, como a Imagem do “Deus invisível”, é Deus revelado. Deus tornou-se conhecido por intermédio de seu  Filho. “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito (o Verbo, Jo. 1: 1), que está no seio do Pai é quem o revelou” Jo. 1: 18.
b)     Cristo é primogênito de toda a criação, V. 15b. Agora, se Cristo é a própria imagem do “Deus invisível”, e, se este “Deus invisível” é de eternidade a eternidade, segue-se que o Filho também é eternamente a imagem de Deus. Quanto à sua Divindade, Cristo não pode estar na categoria de tempo e de espaço. Ele não pode ser um mero ser criado, antes, está numa classe à parte, isto é, exaltado acima de toda criatura. Ele recebeu um nome que está acima de todo nome. Não existe nenhum outro nome superior ao seu. E qual a razão? “Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra”; dando-lhe o culto que pertence exclusivamente ao Deus verdadeiro, Fl. 2: 9-10. A figura do “primogênito” é a linguagem do Antigo Testamento que descreve a dignidade e os privilégios do filho primogênito como herdeiro dos bens do pai. Assim, “nestes últimos dias (Deus) nos falou pelo Filho (aquele que estava no mundo e reconhecido como homem), a quem constituiu herdeiro de todas cousas, pelo qual também fez o universo” Hb. 1: 2.  Nos céus, as milícias proclamam em grande voz: “Digno é o Cordeiro (Jesus Cristo, Jo. 1: 29) que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor” Ap. 5: 12. Mesmo aqui na terra, podemos estar ocupados, “falando entre vós com Salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome do Senhor Jesus Cristo” Ef. 5: 19-20.
c)     Cristo é o Criador de todas as cousas, V. 16. “Pois nele, foram criadas todas as cousas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, que potestades, tudo foi criado por meio dele e para ele.” O Apóstolo multiplica as coisas que existem, a fim de descrever a abrangência total das obras criadas por meio de Jesus Cristo. Seja qual for o objeto, visível ou invisível, poderes ou governos, tudo veio a existir por meio de seu poder organizador. E, sendo o Criador de tudo, Cristo, de necessidade, é maior do que tudo e, portanto, Soberano sobre tudo. À luz desta verdade, como pode alguém duvidar do seu poder para redimir e salvar totalmente qualquer pecador que vem a Ele pedindo socorro? Ele é de total confiança! Na Bíblia, as obras da criação são citadas para alimentar a nossa fé no poder que Cristo tem para auxiliar o seu povo em todas as suas necessidades.  “Elevo os meus olhos para os montes (nas alturas onde Deus habita), de onde me virá o socorro?” E a fé responde: “O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra” Sl. 121: 1-2. O Deus que criou o universo, e tudo o que nele existe, é Todo-Poderoso para socorrer o homem em suas dificuldades. Um dos efeitos mais tristes do pecado é este: o homem  foi levado a duvidar do poder de seu próprio Criador para o salvar. “O Verbo (Cristo) estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” Jo. 1: 10-11. Este foi o pecado principal dos hereges em Colossos, eles ensinavam o povo a não acreditar no poder de Cristo para salvar, sozinho, os pecadores.
d)     Cristo é antes de todas as cousas, V. 17a. Por ser a Segunda Pessoa da Trindade, e por não ser criado, a sua existência eterna é inquestionável. Por isso, Cristo podia confessar: Sim, eu sou maior do que Abraão, porque, antes que Abraão existisse, EU SOU” Jo. 8: 53-58. E, em sua oração sacerdotal, Ele pediu: “Glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo” isto é, desde a eternidade, Jo. 17: 5. Sim, o poder imutável de Cristo para cuidar e salvar pecadores continua inabalável até os nossos dias. “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre” Hb. 1: 12; 13: 8. Aquele que é desde a eternidade é aquele que manifestou o seu poder nas obras da criação, e é o mesmo que continua demonstrando o seu poder na salvação eterna de pecadores. Nele devemos confiar!
e)     Cristo sustenta todas as cousas, V. 17b. “Nele, tudo subsiste”. O Salmista exclamou: “Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos” Sl. 19: 1. E, no mesmo tom de admiração, o Ap. Paulo, reconhecendo a auto-revelação de Deus, afirmou: “Porquanto o que de Deus se pode conhecer, é manifesto entre eles (os homens), porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus (os poderes da sua natureza), assim como o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das cousas que foram criadas” Rm. 1: 19-20. Ao contemplarmos a plenitude do universo, somos constrangidos a reconhecer  que o mundo, e tudo o que nele há, é um sistema vivo e harmonioso, a obra de um Ser infinitamente sábio, poderoso e cuidadoso. Cada parte da criação, desde o menor inseto até o maior astro, tudo tem o seu próprio lugar no mecanismo do universo. Deus não criou um caos insustentável, antes, Ele criou um cosmos harmonioso. Desde o início até hoje, a aliança que Deus estabeleceu com todas as suas criaturas permanece inalterada: “Enquanto durar a terra, não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite” Gn. 8: 22. Reconhecemos que o pecado danificou uma parte desta harmonia, contudo, o mundo continua conforme a aliança original.
Mas existe uma outra verdade quanto à criação que devemos reconhecer. Quando Deus criou o mundo, e tudo o que nele há, Ele o criou para que a sua existência e a sua frutescência dependesse da providência ininterrupta de Deus. O mundo não foi criado e abandonado para existir de acordo com leis preestabelecidas. O mundo não é auto-sustentável, ele continua até hoje, porque é sustentado pelo poder soberano de Jesus Cristo. Ele sustenta todas as cousas pela palavra de seu poder, Hb. 1: 3. Por uma palavra de ordem, toda a criação o obedece. De certa feita, os discípulos exclamaram: “Quem é este que até o vento e o mar lhe  obedecem?” Mc. 4: 41.
Por que o Apóstolo citou estes cinco aspectos do poder criador de Jesus Cristo? Para estabelecer, definitivamente, o poder imensurável de Cristo. Aquele que demonstrou o seu poder, criando do nada todas as cousas, é igualmente poderoso para salvar pecadores, sem precisar recorrer ao auxílio de criaturas que Ele mesmo criou.

Uma das frases que o Ap. Paulo mais usava era “a graça de Jesus Cristo”. Ele amou a sua Igreja e a si mesmo se entregou por ela, Ef. 5: 25. A liberalidade de Cristo foi demonstrada quando Ele morreu pelos nossos pecados. Ele continua derramando sobre nós toda a super-suficiência da sua graça para que sejamos preservados na fé, enquanto estivermos neste mundo. Pela graça, podemos confessar: “Em todas estas cousas (os poderes que se esforçam para nos separar do amor de Cristo), somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou” Rm. 8: 37. Não deixemos nenhum argumento nos demover da nossa confiança em Jesus Cristo para salvar qualquer pecador.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Feliz Aniversário !!!

1963
No dia 28 de Fevereiro, alguém muito especial completa 80 anos ... Quantas vezes peguei o lápis e o papel, na tentativa de colocar em palavras o que essa pessoa significa, não só para mim, mas, também, para muitos que têm o privilégio de conhecê-lo e de conviver com ele! O que representam 50 anos de ministério aqui no Brasil? Foi muita determinação e persistência para anunciar o evangelho, apesar de sua luta com a gramática portuguesa... Quantas pessoas disseram que ele jamais aprenderia essa língua tão difícil, num país que era "o fim do mundo em primitividade"! Foi muita coragem para pregar em praças públicas, mesmo ameaçado por autoridades, até sob a mira de um pistoleiro ... São tantas igrejas e congregações pastoreadas, sempre tão sábio no falar e tardio no julgar, atencioso e dedicado, mas imparcial ... Sem mencionar as viagens de jipe e de fusca por estradas barrentas, de moto, até à cavalo (!) em seu entusiasmo apaixonado pela Junta de Missões Nacionais ... 

1963 - Ao embarcar para o Brasil.
São tantas experiências marcantes e inesquecíveis como professor de seminários e de cursos para missionários ... Que benção são seus livros e mensagens transcritas! Com seu jeitinho reservado, mas ao mesmo tempo paterno, quantos conselhos ponderados ele tem dado, pessoas atribuladas ajudado ... Em sua generosidade e altruísmo, reparte até o que não pode, sempre com uma balinha no bolso para as crianças, afinal, ele é o “Pastor da bala”...
.

1965 - 2014


Não é a minha intenção engrandecer aqui o nome dele, pois jamais seria dele receber glórias e homenagens, ele é um servo de Deus, cumprindo a ordem de Cristo! Quero apenas agradecer a Deus por fazer parte da vida dele, por quem meu coração transborda de tanto amor e de orgulho...

Por tudo o que tem sido e feito, por tudo o que ainda será para centenas de pessoas, que Deus te abençoe ricamente, Rev. Ivan G. G. Ross, e te dê ainda muitos anos de vida, para continuar esse maravilhoso pastorado, testemunhando fielmente e trabalhando incessantemente para a glória do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.




A você ... meu muito obrigado !
Eu te amo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!   

Cristina, Rev. Ivan, Madalena, Samuel, Sandra.

Texto de: Cristina Isabel Ross de Moura

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

UMA ORAÇÃO - A CARTA AOS COLOSSENSES - estudo 2-



Leitura Bíblica: Colossenses 1: 9-14.

INTRODUÇÃO:
Devemos lembrar que a Igreja dos Colossos estava sendo assediada para se desviar da sua fé apostólica e aceitar uma heresia que negava a suficiência de Cristo para redimir e salvar pecadores. Estes falsos mestres ensinavam a necessidade de suplementar a obra de Cristo com a intervenção de anjos e, com  um “rigor ascético”, tal como, “não manuseeis isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro”. O Apóstolo combateu esta heresia estabelecendo a Deidade absoluta de Cristo, e, por inferência, provando o seu poder e autoridade para salvar, totalmente, o pecador que vem a Ele, buscando o perdão de seus pecados e a certeza da vida eterna.
Mas, antes de entrar no tema geral da Carta, o Apóstolo registrou a sua gratidão a Deus pela Igreja em Colossos. Agradeceu a Deus pelo Evangelho, porque muitas pessoas tinham se tornado cristãs pela fé em Jesus Cristo. Agradeceu a Deus pela Evolução do Evangelho, porque “todo mundo” ao redor de Colossos estava sendo alcançado pela boa notícia da salvação pela fé em Jesus Cristo. E, agradeceu a Deus pelo Evangelista Epafras, um ministro fiel a Cristo.
Nesta leitura de hoje, o Apóstolo registrou a síntese da sua oração em favor dos Colossenses. Oração não é apenas gratidão a Deus, as súplicas dos crentes são igualmente importantes. Através delas, participamos na extensão do reino de Deus, e, ao mesmo tempo, contribuímos para o encorajamento daqueles que estão diretamente envolvidos na pregação do Evangelho. O Apóstolo reconheceu esta participação dos membros da Igreja em Corinto, dizendo: “Ajudando-nos também vós, com as vossas orações a nosso favor” 2 Co. 1: 11. O Apóstolo que nos exortou, dizendo: “Orai sem cessar         , é o mesmo que disse: “Dando sempre graças a Deus, Pai do nosso Senhor Jesus Cristo, quando oramos por vós, desde que ouvimos da vossa fé em Jesus Cristo” 1 Ts. 5: 17; Col.: 2-3. O grande anseio do Apóstolo era que os crentes fossem capacitados para viver “para o inteiro agrado do Senhor”. Vamos sentir, juntamente com o Apóstolo, este mesmo desejo ao examinarmos sua oração.
1-     O Apóstolo Pediu pelo Crescimento Espiritual, V. 9. Quando o Apóstolo fez esta oração, pedindo que a Igreja transbordasse com pleno conhecimento da vontade de Deus, possivelmente, estava pensando em Oséias 4: 6. “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta conhecimento”. Por causa desta falta, o povo se torna presa fácil para aqueles que ensinam doutrinas perniciosas; e, estas já estavam entrando, sorrateiramente, na Igreja dos Colossenses. Por isso, o Apóstolo, sentindo a urgência da situação, registrou a sua reação: “Desde o dia em que ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis do pleno conhecimento da sua vontade”.
a)     Em que consiste este conhecimento da vontade de Deus? Por causa da amplitude do assunto, a nossa resposta tem que se limitar a dois versículos básicos. O primeiro versículo: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o Senhor pede de ti: que pratique a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com teu Deus” Mq. 6: 8. Estes três itens podem ser considerados como um resumo do grande mandamento: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e, Amarás o teu próximo como a ti mesmo” Lc. 10: 27. Em primeiro lugar, humildade diante do Senhor significa: andar em plena sujeição à sua lei. Demonstramos o nosso amor ao Senhor através da nossa obediência à sua vontade. Adão se exaltou diante do Senhor, desobedeceu-o e perdeu o seu lugar de honra perante o Senhor. Em segundo lugar, a nossa responsabilidade é praticar a justiça quando lidamos com os interesses do nosso próximo; usando a misericórdia nos casos de desentendimentos. O segundo versículo: “Rogo-vos, pois, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” Rm. 12: 1-2. A plena compreensão do lugar da misericórdia de Deus em nossa vida deve nos conduzir a praticar os primeiros princípios de uma santidade particular, isto é, uma consagração voluntária da nossa vida ao Senhor para podermos oferecer a Ele um culto racional; um afastamento dos moldes deste século para que sejamos livres para ter uma mente renovada e moldada pelo poder do Espírito Santo, que usa e aplica o ensino das Escrituras Sagradas à nossa vida. Desta maneira, experimentaremos “qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.
b)     Como este conhecimento da vontade de Deus deve ser utilizado. A orientação do Apóstolo é esta: “Em toda a sabedoria e entendimento espiritual”. Sabedoria é saber como usar o nosso conhecimento da vontade de Deus para a satisfação e a edificação da nossa vida espiritual. Assim, saberemos desmascarar os hereges e repudiar as suas doutrinas perniciosas. Inseparavelmente ligada à necessidade desta sabedoria está o “entendimento espiritual”. Entendimento espiritual significa: a compreensão, aceitação, e o recebimento de tudo, o que Cristo fez quando deu a sua vida em resgate por muitos. Entendemos e cremos que não há nenhuma necessidade para acrescentar à perfeição e à suficiência do sacrifício de Jesus Cristo. Aquele que pratica certas obras a fim de merecer a salvação, está desprezando a gratuidade da graça de Deus, e praticando o pecado de “profanar o sangue da aliança” e ultrajar “o Espírito da graça” Hb. 10: 29. (Os hereges em Colossos negavam a suficiência de Cristo para salvar pecadores). Salvação é recebida gratuitamente pela fé na suficiência do preço que Cristo pagou quando morreu pelos nossos pecados. Deus não é injusto e não cobra duas vezes o preço da nossa salvação. “Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida. Mas, ao que não trabalha, porém, crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé é lhe atribuída como justiça” Rm. 4: 4-5.
2-     O Apóstolo Pediu Constância Espiritual, Vs.10-11. Nestes versículos, o Apóstolo apresenta os motivos desta oração: “A fim de viverdes de modo digno do Senhor”. Esta é outra maneira de dizermos que devemos viver de acordo com o conhecimento que temos da vontade de Deus. Relembramos o aspecto de vivermos humildemente diante do Senhor; e, praticando a justiça e a misericórdia para com o nosso próximo. Estas atitudes são a vontade de Deus. Viver “de modo digno do Senhor” requer uma constância de nossa parte, com os mesmos princípios de santidade se manifestando ininterruptamente. O Apóstolo menciona quatro áreas específicas onde esta constância e perseverança devem existir:
a)     “Para o inteiro agrado do Senhor”. É uma outra referência para viver de acordo com a “vontade do Senhor”. Devemos imitar “o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” Fl. 2: 5. “Então, eu disse: eis aqui estou,... agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei” Sl. 40: 7-8. Notemos que este anseio para agradar a Deus era algo que emanava das profundezas de seu coração, e não uma mera formalidade sem qualquer envolvimento emotivo. Por isso, o Salmista exprimiu: “As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, Senhor, rocha minha e redentor meu!” Sl. 19: 14. O Senhor tem um interesse especial em nós quando as palavras da nossa boca e o meditar (as palavras silenciosas) do nosso coração têm o propósito de agradá-lo.
b)     “Frutificando em toda boa obra”. Boas obras são os nossos atos de obediência às leis prescritas de Deus. Glorificamos a Deus através de nosso atos de obediência. O Ap. Pedro nos desafia, dizendo: “Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo” 1Pe. 1: 14-16. “Frutificando em toda boa obra” tem o pensamento de progresso para ficar cada vez melhor. Como o Ap. Paulo confessou: “Não que eu tenha já recebido ou já tenha obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus” Fl. 3: 12. Ou seja, quero ficar mais e mais à imagem de Jesus Cristo, Rm. 8: 29.
c)     “Crescendo no pleno conhecimento de Deus”. Não podemos nunca dizer: Basta, já cheguei; já tenho o suficiente para ser salvo. O Ap. Pedro entendeu a necessidade de adquirir mais conhecimento da natureza de Deus, exortando: “Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” 2 Pe. 3: 18. As riquezas da vontade de Deus são insondáveis, por isso, revelamos a sinceridade do nosso interesse espiritual quando nos esforçamos para crescer no conhecimento.
d)     “Sendo fortalecidos com todo poder, segundo a força da sua glória; em toda a perseverança e longanimidade”. A dádiva de sermos “fortalecidos” é uma experiência necessária e contínua a fim de termos a constância para permanecermos fiéis ao Senhor no meio das adversidades da vida. Os Colossenses, que foram assediados por falsos mestres, necessitavam da intervenção do poder de Deus, a fim de resistirem este assédio e permanecerem fiéis a Jesus Cristo, que os amou, dando a sua própria vida para que pudessem descansar na gratuidade da graça de Deus em Cristo Jesus. “Nós vos exortamos a que não demovais da vossa mente, com facilidade”, a sua confiança em Cristo para salvar, totalmente, pecadores, 2 Ts. 2: 2. “Sede fortalecidos no Senhor e na força de seu poder” Ef. 6: 10.
3-     O Apóstolo Pediu Contentamento Espiritual, Vs. 12-14. O Apóstolo dá muita ênfase à necessidade de caracterizar a nossa espiritualidade com atitudes de contentamento, sempre “dando graças ao Pai”. O Ap. Paulo confessou: “Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” Fl. 4: 11. Em nosso texto, o contentamento se refere, especificamente, à “herança dos santos na luz”, que é a salvação da nossa vida e a esperança de “habitar na Casa do Senhor para todo sempre” Sl. 23: 6. Assim, o Apóstolo passa a descrever como esta salvação começou em nossa vida.
a)     “Ele nos libertou do império das trevas”. Devemos reconhecer a miséria de todos aqueles que estão vivendo como prisioneiros no império das trevas. São “estranhos às alianças da promessa (da vida de um Salvador que iria libertá-los das trevas), não tendo esperança e sem Deus no mundo” Ef. 2: 12. Cristo, como aquele que é poderoso para libertar os cativos, entrou na sua prisão, quebrou as algemas, tomou-os pela mão e os conduziu para a liberdade. Agora, protegidos por Cristo, o império das trevas perdeu o seu domínio sobre eles.
b)     “Ele nos transportou para o reino do Filho de seu amor”. Não fomos tirados do reino das trevas e abandonados sozinhos, antes, a libertação nos garantiu uma segurança; fomos transportados para o império de Jesus Cristo, onde desfrutamos das bem-aventuranças dos filhos de Deus.
c)     Em Cristo, “temos a redenção”. Esta liberdade que agora temos, foi adquirida através do processo de um resgate, isto é, mediante ao pagamento do valor estipulado. “Sabendo que, não foi mediante cousas corruptíveis, como prata e ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que os vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” 1  Pe. 1: 18-19.
d)     “Nele temos a remissão dos pecados”. Estávamos no “reino das trevas”, porque aquele é o lugar dos pecadores que ainda não são redimidos; mas, agora, pela soberania de Deus, estamos no reino de Cristo, porque fomos redimidos e todos os nossos pecados foram perdoados. O que acontece com os pecados que são perdoados? São lançados “nas profundezas do mar” Mq. 7:19. Eis a palavra do Senhor: “Eu, eu mesmo sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro” Is. 43: 25. “Se , pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” Jo. 8: 36. Livres das consequências judiciais de nossos pecados; e livres para entrar, “confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” Hb. 4: 16.
Conclusão: Na medida do possível, devemos orar em favor da espiritualidade das nossas Igrejas. Há sempre uma necessidade para crescer no conhecimento da vontade de Deus. Por causa dos perigos espirituais, as Igrejas precisam desenvolver uma constância em suas convicções acerca da suficiência da obra redentora de Cristo, a fim de vencerem o assédio pernicioso dos falsos mestres. E, nestes dias de tantas inquietações, devemos cultivar um contentamento espiritual, descansando na suficiência do sacrifício de Cristo para garantir a nossa salvação. Não sejamos remissos quanto ao dever de dar “graças ao Pai” por todos os benefícios espirituais à nossa disposição.



sábado, 8 de fevereiro de 2014

UMA PROMESSA MESSIÂNICA



“Para sempre estabelecerei a tua posteridade e firmarei o teu trono de geração em geração” (Salmo 89:4).

Essa promessa foi dada a Davi. Na profecia original, notemos a insistência no uso do singular: “o teu descendente”, portanto, para um só, uma pessoa específica nos propósitos de Deus. A esse descendente foi dada a promessa: “E eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino” (2 Sm. 7:12-16). Somos obrigados a passar por cima dos descendentes naturais de Davi, visto que a perpetuidade deles foi impelida pela morte. E, para confirmar essa enfermidade, a própria monarquia davídica foi dissolvida pelo cativeiro babilônico, e,  até hoje, nunca mais se estabeleceu. A promessa a Davi falhou? De modo algum! Esse prometido “descendente” de Davi se refere a Jesus Cristo, “o qual, segundo a carne, veio da descendência de Davi” (Rm. 1:3). Assim, quando a sua vinda foi anunciada, a virgem Maria recebeu esta explanação: “Eis que conceberás e darás a luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim” (Lc. 1:31-33). Cristo é o pleno cumprimento da promessa dada a Davi.

Essa promessa messiânica foi anunciada ao povo de Deus muitos séculos antes do seu cumprimento. Assim sendo, será que foi fácil aguardar “a consolação de Israel”? (Lc. 2:25).O Salmo 89 descreve a luta espiritual para manter acesa essa esperança. Em vez de ver a prosperidade do reino davídico, o Salmista reclamou ao Senhor: “Tu, porém, o repudiaste e o rejeitaste e te indignaste com o teu ungido”, até a dissolução de todos os sinais da dinastia davídica: “ deitaste por terra o seu trono” (Sl. 89:38-44). A fé do Salmista foi posta à prova por tantos indícios de futilidade, porém, a sua esperança na imutabilidade da promessa não se extinguiu. Ele termina confessando a sua confiança na soberania do Senhor:  “Bendito seja o Senhor para sempre! Amém e amém” (Sl. 89:52).  Na soberania de Deus, nem sempre nos é dado o privilégio de experimentar o pleno cumprimento de todas as suas promessas que alimentam o nosso coração. A carta aos Hebreus, falando sobre a fé dos nossos antepassados, registra: “Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa”. Deus tem estabelecido o momento certo, quando todo o seu povo desfrutará da plena compreensão das promessas, (HB. 11-39-40). À luz dessas demoras, o Ap. Paulo escreveu: “Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto no corpo, estamos ausentes do Senhor; visto que andamos por fé e não pelo que vemos” (2Co. 5:6-7).

Agora, é importante que façamos uma pergunta necessária: Como podemos alimentar a nossa fé durante os tempos quando, aparentemente, Deus não está fazendo nada para apressar o cumprimento de suas promessas? O Salmista nos dá uma resposta segura, que nunca falhou. Devemos conhecer os atributos de Deus e meditar em cada um; tais como: as misericórdias do Senhor, a sua fidelidade e a sua benignidade. O Salmista tomou esta decisão: “Cantarei para sempre as tuas misericórdias, ó Senhor; os meus lábios proclamarão a todas as gerações a tua fidelidade. Pois disse eu: a benignidade está fundada para sempre; a tua fidelidade, tu a confirmarás nos céus” (Sl. 89:1-2). Paulo e Silas receberam livramento enquanto “oravam e cantavam louvores a Deus (alegrando-se nos atributos)”. (At. 16:25). E, seguindo o mesmo exemplo, seremos plenamente realizados em todas as nossas esperanças espirituais.

Desde as primeiras promessas messiânicas do Antigo Testamento, o povo de Deus tinha que manter uma confiança na fidelidade de Deus para cumprir as suas promessas. Agora, no Novo Testamento, cremos que Deus já cumpriu essas promessas messiânicas. “Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos” (Gl. 4:4). Cristo não apenas veio ao mundo, mas também cumpriu a sua missão, dando a sua vida em resgate por muitos, (Mc. 10:45). “Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele” (1Jo. 4:9). Em virtude da morte substitutiva de Cristo, todo o que nele crê, tem a redenção, o perdão de todos os seus pecados e a vida eterna, (Ef. 1:7).Independente de circunstâncias incompreensíveis, a nossa fé em Jesus Cristo permanecerá imperturbável, olhando firmemente para Ele, por que Ele é o Autor e Consumador da nossa fé, (Hb. 12). "Não temas, crê somente" e será salvo, (Lc. 8:50).

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

MOTIVOS DE AGRADECIMENTOS - A CARTA AOS COLOSSENSES - estudo 1-


Leitura Bíblica: Colossenses 1:1-8

INTRODUÇÃO:
Na igreja dos colossenses, houve a ameaça de uma heresia que negava a suficiência de Cristo para salvar pecadores, ensinando a necessidade de suplementar a obra salvadora de Jesus Cristo com “rigor ascético”, tal como “não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aqueloutro”. Paulo combate este problema no Capítulo 2:6-23. Portanto, o tema geral da Carta aos Colossenses é Cristo, o Mais – proeminente e o Todo – suficiente Salvador. “Ele é a cabeça do corpo, da Igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as cousas ter a primazia, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as cousas, quer sobre a terra, quer nos céus” Cl. 1:18-20.  No prefácio da Carta, podemos observar cinco pontos de interesse, Vs. 1-2.

a)     O remetente da Carta. “Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, por vontade de Deus”. Como apóstolo, Paulo foi embaixador, o representante oficial de Jesus Cristo. Este cargo não foi alcançado por usurpação e nem por intermédio de homens: mas, sim, “por vontade de Deus”. A sua missão teve a sua maior expressão entre os gentios, obedecendo esta ordem: “Vai, porque eu te enviarei para longe, aos gentios” At. 22:21. Ele era “ministro de Jesus Cristo entre os gentios” Rm. 15:16.

b)     O lugar de Timóteo. Ele não foi o co - autor da Carta e nem estava na prisão com o apóstolo. Contudo, estava em contato constante com Paulo, e, sabendo da sua intenção de comunicar com os Colossenses, Timóteo, apoiando o conteúdo da Carta, mandou também as suas saudações à Igreja.

c)     Os destinatários da Carta. “Aos santos e fiéis irmãos em Cristo que se encontram em Colossos”. Notemos a dupla designação destes irmãos. São santos, são pessoas com uma vida santa e irrepreensível diante de Deus; são fiéis, pessoas que se converteram, e agora, têm um único anseio: aquele de serem achados fiéis a um só, Jesus Cristo, e com uma vida inteiramente consagrada a Ele. Que testemunho notável para as nossas Igrejas modernas!

d)     A benção que o apóstolo impetrou sobre nossos irmãos. “Graça e paz”. Graça, os favores imerecidos de Deus, tais como fé, amor, esperança e salvação de suas vidas, juntamente com as forças necessárias para viver para a glória de Deus, Ef. 2:8-9. E a paz, esta paz que excede todo o entendimento e que tem o poder para guardar o coração (as emoções) e a mente (os pensamentos) em toda segurança, inclusive no meio de tribulações, Fl. 4:7.

e)     O Autor desta paz. Ela vem “da parte de Deus, nosso Pai”. O Pai é o Autor de “toda sorte de benção espiritual”, porém, estas vêm somente “em Cristo” Ef. 1:3. Em Cristo significa: pertencer e permanecer nele. “Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar se não permanecerdes em mim” Jo.  15:3. Assim, o apóstolo podia confessar: “E o meu Deus (o Pai), segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma das vossas necessidades” Fl. 4:19.

1-     Agradecimento pelo Evangelho – “o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” Rm. 1:16. Neste contexto, o resumo do evangelho está nestas três palavras específicas: fé, amor, e esperança, Vs. 3-5a. Assim que o apóstolo ouviu da existência da Igreja em Colossos, ele começou a orar por ela. O conhecimento da formação de novos campos de trabalho evangélico deve nos levar a orar por eles. A Igreja Presbiteriana do Brasil tem a sua junta de Missões Nacionais e este trabalho merece as nossas orações diárias. Os seus missionários enfrentam todo tipo de dificuldade na expectativa de verem a implantação dos três pilares do evangelho (fé, amor e esperança) em seus respectivos campos.

a) Fé, “fé em Jesus Cristo”, fé na suficiência da sua obra redentora. Sem fé é impossível agradar a Deus e alcançar a salvação e a vida eterna. “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito”. Ele deu o mais valioso de seus bens a fim de providenciar o perdão e a vida eterna para pecadores. Estes não precisam fazer mais nada, senão crer, pois Cristo pagou o salário do pecado quando deu sua própria vida em resgate por muitos. A única participação que Deus requer do pecador é fé na suficiência da Pessoa e Obra substitutiva de Jesus Cristo. Assim, “todo o que nele crê não pareça, mas tenha a vida eterna” Jo. 3:16. Esta foi a fé que caracterizou a Igreja em Colossos, “a firmeza da vossa fé em Cristo” Cl. 2:5.
b) Amor, um amor especialmente direcionado “para com todos os santos”, para com todos os irmãos em Cristo Jesus. “Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos”. Mas devemos prestar atenção na frase que se segue: “Aquele que não ama permanece na morte” – ainda está sujeito ao salário do pecado, isto é, banimento eterno da presença de Deus, 1 Jo. 3:14; 2 Ts. 1:9-10.
c) Esperança, a “esperança que está preservada nos céus”. Veja como o Ap. Pedro reagiu diante desta verdade: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressureição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo” 1 Pe. 1:3-5. Com esta esperança, ele acrescenta: “Mas crendo (em Jesus Cristo), exultais com alegria indizível e cheia de glória, obtendo o fim da vossa fé, a salvação da vossa alma” 1 Pe. 1:8-9. Quando Cristo estava se despedindo de seus discípulos, Ele disse: “Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estou, estejais vós também” Jo. 14:2-3. Que esperança gloriosa!  Sim, o evangelho que operou eficazmente em colossos é uma mensagem de fé, amor e esperança, a mensagem que deve ser proclamada no mundo inteiro.

2- Agradecimento pela Evolução – o desenvolvimento do evangelho em Colossos, “como também em todo o mundo” Vs. 5b-6. O apóstolo descreve esta mensagem como a “palavra da verdade”. O evangelho é uma mensagem verdadeira, embasada em fatos verificáveis. A história da redenção, desde o Livro de Gênesis até a vinda de Cristo no Novo Testamento é documentada com muita precisão. A realização desta redenção, mediante o sacrifício e ressurreição de Jesus Cristo são fatos que foram registrados com a mesma inerência, sempre visando a nossa segurança espiritual. Esta é a verdade que liberta o pecador da ira de Deus e o conduz a Jesus Cristo, mediante a fé na Obra e Pessoa do Filho de Deus. ”E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” Jo. 8: 32.
Esta mensagem foi anunciada em Colossos e logo começou a produzir fruto. Isto é, as pessoas que creram, receberam a redenção e o perdão de  seus pecados, Cl. 1: 14.   O ato de crer depende de duas  necessidades:  “ouvir e entender a graça de Deus na verdade”. O evangelho não é uma filosofia ou um mero exemplo de virtude moral. Ela é uma mensagem que revela “a graça de Deus”. Esta graça é o amor de Deus em ação; o seu favor para aqueles que não merecem nenhuma consideração; a sua vontade para derramar sobre o pecador, gratuitamente, as plenitudes da salvação eterna.
Quando o apóstolo diz que o evangelho “está produzindo fruto e crescendo”, está pensando na evolução da verdade em todas as partes daquela região. Em Éfeso, Paulo “separou os discípulos, passando a discorrer diariamente na escola de Tirano”. Ele fez isso  durante dois anos, dando ensejo a que todos os habitantes da Ásia ouvissem a palavra do Senhor, tanto judeus como gregos. Assim, a palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente, At. 19: 10, 20. Em Tessalônica, a mesma evolução aconteceu: “Porque de vós repercutiu a palavra do Senhor não só na Macedônia e Acaia, mas também por toda a parte se divulgou a vossa fé para com Deus, a tal ponto de não termos necessidade de acrescentar cousa alguma; pois eles mesmos, no tocante a nós, proclamam  que repercussão teve o nosso ingresso no vosso meio, e como, deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes a Deus vivo e verdadeiro e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que vos livra da ira vindoura” 1Ts. 1: 8-10. E nós cremos que, o que aconteceu em Colossos, bem como em todo o mundo, pode acontecer no local onde estamos trabalhando.

3 - Agradecimento pelo Evangelista – “Epafras, nosso amado conservo e, quanto a vós outros, fiel ministro de Cristo” Vs. 7-8. Epafras foi um gentio que se converteu a Cristo e se tornou um dos conservos ao lado do Ap. Paulo. Ele nos dá as características deste “ministro de Cristo”, a sua disposição como pastor, e a natureza de seu ministério. Evidentemente, ele cuidava de três Igrejas: Colossos, Laodicéia e Hierópolis, Cl. 4: 13. Ele visitou o Ap. Paulo na prisão a fim de receber uma orientação quanto à heresia que ameaçava estas três Igrejas.
a)     Epafras, “nosso amado conservo e fiel ministro de Cristo”. Pela natureza de seu ministério, percebemos que ele era um homem muito especial, que sabia pastorear os crentes em Cristo. É importante observar o valor que o apóstolo dava ao companheirismo de seus colegas no ministério do evangelho. Epafras foi o seu amado conservo. Outro exemplo desta amizade é Tito, que lhe trouxe alívio quando ficou atribulado: “lutas por fora, temores por dentro”. Na hora da sua necessidade, “Deus, que conforta os abatidos, nos consolou com a chegada de Tito.” 2 Co. 7: 5-7.
b)     Epafras, fiel instrutor. Ele uniu a instrução com a oração. Estes dois elementos devem sempre andar juntos para que a Igreja seja doutrinária e espiritualmente saudável. Epafras, “o qual se esforça sobremaneira, continuamente, por vós nas orações para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus” Cl. 4: 12.
c)     Epafras, “fiel ministro de Cristo”. Ele não era, propriamente, um servo da Igreja, pelo contrário, era “ministro de Cristo”, para cuidar dos interesses daquele que o amou e a si mesmo se entregou por ele. O grande princípio que norteava a vida deste servo de Deus: “Servindo de boa vontade, como ao Senhor e não como a homens” Ef. 6: 7. “A Cristo, o Senhor, é que estais servindo” Cl. 3: 24.
d)     Epafras, fiel relator: “o qual nos relatou do vosso amor no Espírito”. O amor que emana do Espírito Santo é que nos direciona. Amamos a Deus, bem como ao nosso próximo, porque é o Espírito que coloca esse amor em nossa vida e nos capacita para este fim. Às vezes, recebemos esta pergunta: Como vai a sua Igreja? Que tipo de resposta daríamos? A resposta que Epafras deu, apesar da ameaça de heresias, foi positiva: A minha Igreja é caracterizada pelo amor, amor de Deus e amor mútuo entre os membros. Que nossa Igreja tenha esta característica.

Conclusão: O apóstolo, depois de prefaciar a Carta, falou sobre o evangelho, que pode ser resumido em três palavras: fé, amor e esperança. Em seguida, falou sobre a evolução do evangelho e como ele produziu fruto, não apenas em Colossos, mas, também, “em todo o mundo”. E, por último, falou sobre Epafras, o evangelista, um gentio que se converteu a Cristo e logo se tornou um homem caracterizado por seu zelo na pregação do evangelho; o qual se esforçou sobremaneira, continuamente, orando pelos crentes, para que se conservassem perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade Deus. Que cada um de nós tenha a mesma disposição, pois nós também somos servos do mesmo Senhor, Jesus Cristo, Amém.