Vasos de Honra

sábado, 2 de março de 2013

O Oficio dos Levitas





“Mas a Arão e a seus filhos ordenarás que se dediquem só ao seu sacerdócio, e o estranho que se aproximar morrerá.” (Nm 3:10)

Temos observado como a tribo dos levitas fora consagrada para cuidar do tabernáculo. Até certo ponto, as demais tribos foram livres para desenvolver a sua própria herança na terra. Mas os levitas não receberam nenhuma terra. O tabernáculo fora a herança deles, por isso, de uma forma especial, sua área de ação ficara restrita ao cumprimento do serviço sagrado.

1. O Imperativo da certeza (v.4) Há uma única maneira para cultuar a Deus, o que nos leva a seguir cuidadosamente o que ele mesmo pré-ordenara. Chegando à Sua presença, devemos ter certeza a respeito das normas para o culto divino. Um desvio destas normas é “fogo estranho perante o Senhor”. Dois filhos de Arão morreram por oferecerem um culto a Deus, totalmente desordenado.

2. O Imperativo da cedência (V. 7,8) Neste dois versículos, a frase “cumprir o seu dever” aparece duas vezes. Obediência requer uma disposição de cedência, isto é, de entrega total de nossos direitos. É a vontade de Deus que deve prevalecer em todos os lances de nossa vida. 

3. O Imperativo da celebração (v. 10) Todos os filhos de Levi foram consagrados ao ministério do tabernáculo, porém, somente os filhos de Arão serviram ao sacerdócio. Não devemos nos atrever  a celebrar partes do culto além da nossa competência. Deus tem uma parte especifica para cada pessoa, dentro do culto que somente a Ele devemos prestar.

Oração: Senhor, ensina-nos a discernir a porção que tens nos conferido, para que o nosso culto seja agradável na Tua presença. Em nome de Jesus Cristo, Amém.

Rev. Ivan G. G. Ross  

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Confiança em Deus




“Porém Tu, Senhor, és o meu escudo, és a minha glória e o que exaltas a minha cabeça” (Salmo 3:3)

Neste Salmo, Davi ( o rei de Israel) está descrevendo o que sentiu quando estava fugindo de seu próprio filho, Absalão, que estava liderando uma rebelião contra o seu pai. Qual foi a reação de Davi diante desta circunstância vergonhosa? A sua confiança na soberania de seu Deus não foi demovida, antes, tomou esta decisão: “Clamarei ao Deus Altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa. Ele dos céus me envia o seu auxílio e me livra” (Sl. 57:2-3).

1. A Proteção do Salmista. “Porém tu, Senhor, és o meu escudo.” Apesar do perigo da sua situação, Davi pôde confessar, confiantemente: Eu tenho um Protetor, Ele me salvará. O escudo era uma arma defensiva para proteger o corpo de golpes de espada. Mas aqui, a figura é bem mais elevada. O Senhor é o nosso escudo. É Ele que nos protege em todos os momentos da nossa caminhada espiritual. Ele é “um muro de fogo em redor” (Zc. 5:2)

2. A Profusão do Salmista. “Tu és a minha glória”.  Pela profusão das promessas que Deus tem nos dado, temos “todas as cousas que conduzem à vida e à piedade” (2 Pe. 1:3). Davi ficou humilhado por causa da usurpação de seu filho. Porém, depois de muita luta, o Senhor lhe devolveu o seu trono. Davi louvou a Deus, reconhecendo: “Sim, tu me exaltaste acima dos meus adversários e me livraste do homem violento” (2 Sm. 22:47-51). O Senhor será sempre a nossa glória. Seremos “uma coroa de glória na mão do Senhor, um diadema real na mão do teu Deus” (Is. 62:3).

3. A Propensão do Salmista. Tu é “o que exaltas a minha cabeça”.  Quando as circunstâncias pessoais se levantam contra nós, a primeira propensão é sentir abatido e desencorajado. A nossa cabeça pende para baixo, deixando-nos ver somente as coisas negativas. É nesta situação que o Senhor intervém para levantar a nossa cabeça, a fim de podermos contemplar as bem-aventuranças celestiais. Davi reconheceu a preciosidade da intervenção divina, dando glória a Deus, dizendo: tu és “o que exaltas a minha cabeça”, tu és o levantador do meu espírito abatido.

Conclusão: Confiança em Deus significa que acreditamos em seu poder para nos proteger, encorajar e sobrepujar as dificuldades que procuram levar-nos ao desânimo.

Rev. Ivan G. G. Ross
(Mensagem feita para o aniversário de seu neto Gustavo Ross de Moura, 3 anos)

sábado, 9 de fevereiro de 2013

A razão da nossa bem-aventurança





“Ele (o cristão) é como uma árvore plantada junto a corrente de águas, que no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido” (Salmo 1:3)

O primeiro versículo deste salmo começa afirmando: “Bem-aventurado”. A palavra na língua original está no plural. O homem agraciado com a benção de Deus tem muitas bem-aventuranças, cada uma agindo simultaneamente em sua vida, “porque as misericórdias do Senhor não têm fim, renovam-se cada manhã” (Lm. 3:22-23). Qual a razão da nossa bem-aventurança? O Apóstolo responde: “Aquele que começou boa obra em nós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fl. 1:6).

1. O Processo desta Obra. Usando a figura de uma “árvore plantada junto a corrente de águas”, o salmista está descrevendo o processo da nossa regeneração. É uma obra exclusiva e soberana da parte do Espírito Santo na vida da pessoa que crê em Cristo. A promessa é esta: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo: Tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis” (Ez. 36:26-27). Depois de renovar a totalidade da nossa natureza, moral e espiritual, o Senhor ratifica esta obra, dando-nos o seu Espírito Santo que nos capacita para andar em novidade de vida.

2. O Propósito desta Obra. O fim desta “árvore plantada” é que “no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha”. O Espírito Santo que habita na vida daquele que crê em Jesus Cristo é o Autor deste fruto que adorna a vida do cristão. “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gl. 5:22-23). A boa qualidade deste fruto é garantida por causa do vigor da Fonte, por isso a sua “folhagem não murcha”. Cristo nos designou para que demos fruto e que este fruto permaneça (Jo. 15:16).

3. O Progresso desta Obra. O Espírito Santo dá progresso a esta obra, no sentido de que “tudo quanto o cristão faz será bem sucedido.” Cristo nos deu esta chave: “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e, eu, nele, esse dá muito fruto: porque sem mim nada podeis fazer” (Jo. 15:5). A nossa frutificação depende da nossa permanência, da nossa comunhão espiritual com Jesus Cristo. E, permanecendo nele podemos orar: “Seja sobre nós a graça do Senhor nosso Deus; confirma sobre nós as obras das nossas mãos, sim, confirma a obra das nossas mãos” (Sl. 90:17).

Que cada um de nós possamos demonstrar que Deus de fato tem começado uma boa obra em nossa vida. Devemos ser visíveis, “como uma árvore plantada junto a corrente de águas”.

Rev. Ivan G. G. Ross

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O Novo Nascimento




Leitura: João 3: 1-8

“O que é nascido da carne, é carne; o que é nascido do Espírito, é espírito ... Importa-vos nascer de novo” (Jo. 3:6-7)

Este texto é muito importante. Em linguagem inequívoca, Jesus descreve a única maneira pela qual poderemos ver o reino de Deus. Todos têm de experimentar o poder do novo nascimento.

1. O Encontro (vs. 1-2). Nicodemos era muito conhecido e por isso tinha medo de ser visto com Jesus em pleno dia. Mas ele tinha uma sensibilidade espiritual e logo reconheceu que Jesus veio da parte de Deus pelos sinais que Ele mostrava.

2. O Encoberto (vs. 3-4). Jesus “conhecia a todos” inclusive a real necessidade de Nicodemos. Assim, sem qualquer rodeio, Ele anunciou a necessidade inadiável do novo nascimento.

3. O Ensino (vs 5-6). Jesus ensina a Nicodemos a verdadeira natureza do novo nascimento: a) É uma purificação total, tanto do interior como do exterior; b) É a implantação de uma nova natureza, é o nascimento pelo Espírito Santo.

4. O Encerramento (vs 7-8). O ensino sobre o novo nascimento causa perplexidade em muitos, mas Jesus esclarece: Este novo nascimento age como o vento; o Espírito de Deus invade a pessoa de tal forma que todos podem ver as mudanças efetuadas.

Temos provas do novo nascimento em Nós?

Rev. Ivan G. G. Ross

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Curso Preparatório para a Pública Profissão de Fé


Sinopse

- A Pública Profissão de Fé
- As Escrituras Sagradas
- A Trindade
- A Existência de Deus
- A Divindade de Cristo
- O Senhorio de Jesus Cristo
- A Encarnação de Jesus Cristo
- A Morte de Cristo
- A Ressurreição de Cristo
- A Ascensão de Cristo
- A Realeza de Cristo
- A Segunda Vinda de Cristo
- O Espírito Santo
- O Batismo com o Espírito Santo
- A Habitação do Espírito Santo
- A Igreja
- A Comunhão dos Santos
- A Remissão dos Pecados
- A Ressurreição do Corpo
- A Vida Eterna
- O Batismo e a Ceia do Senhor
- O Batismo: Alcance, Significado e Aplicação
- A Ceia do Senhor
- O Governo da Igreja

Ficha Técnica

  • Título: Curso Preparatório para a Pública Profissão de Fé - Professor - 2ª edição
  • Autor(es): Ivan G. Grahan Ross
  • Código: CEP-0403
  • Páginas: 28
  • Tamanho: 16 x 23 x 0,2 cm
  • Acabamento: Brochura
  • Peso: 65g
  • Categoria: Livros - Crescimento e discipulado
  • Ítens inclusos: 1 Livro


sábado, 26 de janeiro de 2013

Disposições Espirituais







“Clamou este aflito, e o Senhor ouviu e o livrou de todas as suas tribulações”  (Salmo 34:6)

Uma oração em momentos de aflição pode ser o início de muitas bênçãos espirituais. O Salmista fez este apelo para todos os que estão passando por tempos difíceis: “Oh! Provai e vede que o Senhor é bom” (Sl 34:8). É necessário agir a fim de experimentar a bondade do Senhor. Cristo convida: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados.” E qual será a recompensa se chegarmos aos pés de Cristo? “Achareis descanso para as vossas almas” (Mt. 11: 28-29).

1. O Conflito do Salmista: “Clamou este aflito" (este necessitado em Pv. 31:20). O Salmista reconheceu a sua necessidade, não havia quem o socorresse senão o Senhor, que é “abundante em benignidade para com todos o que o invocam” (Sl. 86:5).  A misericórdia do Senhor é inesgotável, porque “dura para sempre” (Sl. 100:5). Nesta oração, o Salmista usou a tão necessária humildade em sua súplica, pois conhecia os caminhos do Senhor. “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (Tg. 4:6).

2. O Contentamento do Salmista: “E o Senhor o ouviu”. O Salmista podia confessar: “Amo o Senhor, porque ele ouve a minha voz e as minhas súplicas” (Sl. 116:1). E, em outro lugar, ele reconheceu: “Se eu no coração contemplar a vaidade, o Senhor não me teria ouvido. Entretanto, Deus tem me ouvido e me tem atendido a voz da minha oração” (Sl 66:18-19). O pecado impede que a oração seja ouvida, portanto, tem que ser confessado, abandonado e perdoado para que o Senhor possa ouvir a súplica (1Jo. 1:9).

3. O Conseguimento do Salmista: “E o livrou de todas as suas tribulações.”  Reconhecemos que o Senhor realmente nos liberta das nossa tribulações, porém, nem sempre em termos de eliminação do problema. Apesar de suas muitas e persistentes tribulações, o Ap. Paulo confessou: “De todas, entretanto, me livrou o Senhor” ( 2 Tm. 3:11). Como? Ele foi libertado da angústia das tribulações. O seu “espinho na carne” não foi retirado, porém, o Senhor lhe deu esta promessa; “A minha graça te basta” (2 Co. 12:7-10). No meio de suas tribulações, o apóstolo foi sustentado pela graça de Deus – a fonte da sua vida vitoriosa.

Na vida cristã, temos que cultivar disposições espirituais, e, assim fazendo, seremos mais que vencedores por meio de Jesus Cristo. (Rm. 8:37).    

Rev. Ivan G. G. Ross
26 de Janeiro de 2013 

O PRIMEIRO MILAGRE




Leitura: João 2:1-12

“Então [Jesus]  lhes determinou: Tirai agora e levai ao mestre-sala. Eles o fizeram.”

O Segundo capítulo  registra o inicio do ministério de Jesus. É sugestivo notar que este ministério começou com um casamento e será encerrado com outro, quando Cristo for eternamente unido à Sua Igreja (Ap.19:9). Semelhantemente, o primeiro ato foi um milagre. O primeiro passo na vida cristã começa com um milagre: o novo nascimento. O ultimo ato será outro milagre: a ressurreição de nossos corpos dentre os mortos.

1. As Primeiras Informações (V. 1-4). Quando Cristo está presente no casamento, Ele toma conhecimento de todas as necessidades que possam surgir. Aqui, a falta foi simples, porém, bem urgente. Neste suprimento, Jesus estabeleceu um padrão de ação.

2. As Primeiras Instruções (V. 5-8). Eis o padrão: Jesus lhes determinou e eles o fizeram. É sempre assim. Temos de obedecer as instruções. A fé sempre se manifesta através da obediência. Disse Jesus: “Faça-se vos conforme a vossa fé”.

3. As Primeiras Iniciações (V 9-12). “Sabiam os serventes que haviam tirado a água”, mas mesmo assim levaram ao mestre-sala. Quão grande foi a surpresa dele quando experimentaram este bom vinho! Com Jesus, o fim é sempre o melhor.

Quais são as manifestações da nossa fé?

Oração: Damos-Te graças, Senhor, por todas as Tuas condescendências em nosso favor. Ajuda-nos a segui as Tuas normas de apropriação. Em nome de Jesus, Amém.

Rev. Ivan G. G. Ross